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sábado, 4 de julho de 2026

Guiné 61/74 - P28155: Humor de caserna (278): Na Spinolândia, namorar não era proibido... o preço da chamada telefónica para a metrópole é que era proibitivo!... Que o diga o Humberto Reis, o nosso "cartógrafo" e "ranger" (que está agora no "estaleiro", e a quem desejamos rápida recuperação)









 



















Prompt original e composição editorial: Luís Graça.

Imagem:  Humberto Reis  (2011)

Geração gráfica assistida por IA: ChatGPT/OpenAI.




1. Maria Teresa Macedo Coelho dos Reis nasceu no Porto, 11 de julho de 1947. Faleceu em Alfragide, em 14 de de 2011, portanto à beira de completar os 64 anos.

 Segundo o Humberto, conheceram-se no Bairro da Encarnação, Lisboa, onde as famílias viviam  e eram vizinhas. Os pais do Humberto tinham também casa em Albergaria dos Doze, Pombal.

A Teresa era jogadora de basquetebol e trabalhava na RTP. Casou com o Humberto em maio de 1972. Em meados de 1970 o Humberto veio de férias da Guiné (ei-lo aqui, na foto à esquerda, com a Teresa) (*).

Pessoalmente, conhecia-a na Lourinhã, num memorável convívio com o Humberto, o Tony Levezinho e a sua querida Isabel, também já infelizmente falecida (1952-2020),  e  mais um casal de amigos da Amadora, após o nosso regresso da Guiné, em março de 1971. Esse convívio na Lourinhã deve ter sido em meados de 1971.

A Teresa era então uma mulher esplendorosa, jovial, e brincalhona... Éramos todos jovens e tínhamos a vida à nossa frente.   Foi a primeira das "nossas mulheres" a entrar para a Tabanca Grande, a título póstumo, em 22/6/2011.

Este poste, bem humorado (**), é uma pequena homenagem que lhe fazemos. A ela e ao seu (e nosso) Humberto, que está no "estaleiro", na cama 24,  da enfermaria do Serviço de Cirurgia Cardiotorácica, piso 8, no Hospital de Santa Maria, Lisboa, a recuperar da "Operação Coração Aberto"...... Fazemos votos para que ele regresse a casa, pelo seu pé. E agora 10 anos mais novo que todos nós...

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Notas do editor LG:

(*) Vd. poste de 3 de julho de 2026 > Guiné 61/74 - P28153: A nossa guerra em números (50): o custo de uma chamada telefónica, de 3 minutos, em 1969, para a Metrópole, podia ir de 100 a 130 escudos (37 a 48 euros, a preços de hoje)

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Guiné 61/74 - P28153: A nossa guerra em números (50): o custo de uma chamada telefónica, de 3 minutos, em 1969, para a Metrópole, podia ir de 100 a 130 escudos (37 a 48 euros, a preços de hoje)

Teresa Reis
em 1972
1. Nunca soube quanto custava, em escudos, uma chamada telefónica, feita no posto dos CTT (Correios, Telégrafos e Telefones) de Bambadinca, zona leste, região de Bafatá, em 1969, para a minha terra Lourinhã, a 70 km, a norte de Lisb
oa... 

Nunca fiz nenhuma chamada em quase 2 anos que estive na Guiné. Falando com o Humberto Reis, há dois dias atrás (no Hospital de Santa Maria, onde está internado em recuperação de uma cirurgia cardiotorácica) disse-me que chegou a telefonar, mais do que uma vez, para Lisboa, para os pais e para então namorada, e depois sua mulher, a nossa querida Teresa Reis (1947-2011).  Em Lisboa, já se costumava  ter telefone fixo em casa. Mas na província ainda era um luxo, por exemplo, para Albergaria dos Doze, concelho de Pombal, onde os pais tinham casa de fim-de-semana, não havia telefone fixo. Usava-se o do café ao lado...

O Humberto não se lembra do tarifário. Nas pesquisas na NET, também não é fácil encontrar tabelas tarifárias completas dos CTT para o serviço telefónico ultramarino nessa altura (em que estávamos os em Bambadinca, 1969/71). Mas podemos fazer uma estimativa bastante credível (*).

Naquela época, uma chamada entre a Guiné e Portugal fazia-se pela rede de radiotelefonia de alta frequência (HF), através da estação de Bissau, sendo depois encaminhada  para a rede telefónica nacional. 

Não existia marcação automática; a chamada era pedida à telefonista, muitas vezes com um dia de antecedência, sobretudo em postos do interior como Bambadinca. E mesmo em Bissau.

O custo era elevado. Namorar pelo telefone, nem pensar. As tarifas dos CTT da segunda metade dos anos 60 apontam para valores da ordem de cerca de 80 a 120 escudos por 3 minutos, conforme a hora e o circuito disponível,   cada período adicional de 3 minutos sendo cobrado separadamente. 

Para termos uma ideia do que isso representava, basta lembrar que uma praça ganhava em média entre 900 escudos (soldado) e 1300 escudos (1º cabo).

Assim, uma única chamada de três minutos podia representar entre um décimo e um sétimo do vencimento mensal de uma praça. 100 escudos em 1969 representariam, a preços de hoje, a 37 euros.

Era um verdadeiro luxo. Na melhor das hipóteses, só um em cada très de nós terá telefonado pelo menos uma vez para casa (**).

Além do preço, havia outro problema: a morosidade e a incerteza. A chamada podia ser marcada para determinada hora e só ser estabelecida muito mais tarde ou nem chegar a completar-se por falta de circuitos ou más condições de propagação rádio.  Muitas vezes, quando finalmente a telefonista chamava, era preciso correr para o posto dos CTT porque a ligação não esperava (***). Em Bissau chegava-se a dormir nas instalações (!).

No caso específico de Bambadinca, em 1969, o procedimento seria igual ao de outros postos dos CTT no interior da província: (i) o Humberto dirigia-se ao posto dos CTT;  (ii) preenchia um impresso pedindo a ligação para o número dos pais ou da namorada, no bairro da  Encarnacão, Lisboa, ou para o café  vizinho dos pais, em Albergaria dos Dozea;  (iii) a telefonista de Bambadinca (a dona Leontina)  transmitia o pedido para Bissau; (iv) Bissau tentava obter um circuito para Lisboa; (v) Lisboa estabelecia a ligação com o posto dos correios de Pombal (e depois Albergaria dos Doze); e (vii) finalmente, chamava o assinante (!)... 

Tudo isto podia demorar horas ou, frequentemente, até ao dia seguinte.

Tal como eu, muitos militares na Guiné nunca telefonaram para casa. As cartas e os aerogramas eram muito mais baratos. Eram o principal elo com a família (e amigos). O SPM funcionava bem. A chamada telefónica ficava reservada para casos muito especiais: uma doença grave, um nascimento, um aniversário, uma morte ou outra urgência familiar (de resto, havia, em alternativa, o telegrama, para um SOS como um pedido de dinheiro).

2. Tudo indica que era absolutamente proibitivo para a maior parte dos militares no CTIG (e em especial para as praças  (soldados e cabos ) fazer uma chamada telefónica para a Metrópole, via CTT...

Escreveu o Arménio Estorninho em comentário ao poste P14937:...

(...) "No Posto Administrativo de Empada, havia um Balcão dos CTT no qual por várias vezes telefonei para os meus familiares e pela módica quantia de 100$00 (pesos) por período de 3 minutos.

A chamada tinha que ser marcada (dia e hora) com aviso ao receptor e confirmada a quem solicitava.

Obs: Por intermédio do balcão do Posto Administrativo de Empada (via telefone), foi solicitado à Rádio PFA - Programa das Forças Armadas  para a passagem de um 'disco pedido'  e como foi dito que era do interior passaram-no de imediato (coisa rara).(...)"
 

27 de julho de 2015 às 16:16:00 WEST


3. Pode perguntar-se  qual era então a utilidade (social, económica, administrativa, política...) dos postos dos CTT na Guiné ? ... Qual era a tabela tarifária em vigor ? Qual o seu movimento diário ? Quais seriam as suas receitas e despesas ? Quem tutelava os CTT ?  

É no tempo do ministro das colónias e depois do Ultramar, Sarmento Rodrigues (nomeado em 1950, depois de servir na Guiné como governador e "deixar saudades", entre 1945 e 1949) que se começa a modernizar a rede de telecomunicações. 

Pelo Arménio Estorninho (ex-1.º Cabo Mec Auto Rodas, CCAÇ 2381, Ingoré, Aldeia Formosa, Buba e Empada, 1968/70), ficamos a saber que Empada, que era posto administrativo (, sendo a sede da circunscrição em Tite, região de Quínara)  e tinha balcão dos CTT... E que se pagava 100 pesos por uma chamada de 3 minutos para a metrópole... 

"Módica" quantia é que não era... Era o preço de uma garrafa de uísque velho, ou o equivalente a 4 refeições em Bafatá, no restaurante A Transmontona (bebidas incluídas).

Tite passou a sede de circunscusncrião, em lugar de Fulacunda que perdeu importância com a guerra, e ficou isolada. Hoje é Buba a capital da região de Quínara. Buba também devia ter balão dos CTT tal como Tite.
 
O cor art ref António J. Pereira da Costa também confirma que o serviço era caro:

(...) Usei os serviços dos CTT a partir do telefone do chefe de posto (administrador(?) de Mansabá.

Era caro, mas consegui falar para casa e perguntar à minha mulher se queria lá ir ter comigo. Ela foi e esteve lá durante cinco meses. Apareceram também as mulheres de dois furriéis milicianos até o cor pqdt  Durão me ter ordenado que fizesse uma proposta para que fosse autorizada a presença de mulheres metropolitanas em Mansabá. Obviamente a proposta foi chumbada e elas foram regressando a casa, excepto a Júlia que ficou em Bissau com resultados trágicos.

O telefone ouvia-se pessimamente mal devido ao "aquecimento" das antenas, mas falava-se e isso já era bom. (...)
 
segunda-feira, 20 de julho de 2015 às 21:52:00 WEST 

(Revisão / fixação de texto, negritos: LG)
________________


 
(***) Vd. poste de 8 de julho de 2015 > Guiné 63/74 - P14938: (Ex)citações (287): Certa vez fui a Teixeira Pinto, e na estação dos CTT marquei dia e hora para telefonar para casa... A família reuniu-se em peso, reunida, ansiosa, à espera do telefonema... Mas eu não consegui lá voltar nesse dia e hora...A família ficou em pânico, como seria de imaginar (Leão Varela, ex-alf mil, CCAÇ 1566, Jabadá, Pelundo,Fulacunda e S. João, 1966/68)

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Guiné 63/74 - P8461: Tabanca Grande (291): Teresa Reis (1947-2011), foi aos nossos quatro primeiros encontros, e falhou o último, o VI, porque teve um encontro inesperado com a morte... Hoje vela por nós, sob o nosso sagrado, secular, mágico, frondoso, fraterno poilão...


A Teresa em 1972...no ano (e não sei se no dia) do casamento...


O Humberto, com o carro do pai, e a namorada Teresa, em meados de 1970, nas suas férias da Guiné





Fotos do álbum de Humberto &  Teresa Reis (1947-2011)... A foto a cores é de 1972... As outras são de meados de 1970... quando o Humberto veio de férias, da Guiné...  Na missa do 30º dia, pedi ao Humberto  que me arranjasse, com tempo e vagar,  uma foto da juventude da Teresa e deles dois enquanto casal... Ele mandou-me,  logo a seguir, várias fotos, com muita satisfação, para os seus camarigos verem como era a Teresa no "esplendor da sua juventude"... 


Natural do Porto, era vizinha do Humberto no Bairro das Encarnação, em Lisboa, onde os pais de ambos viviam. Jogava basquetebol. Conheceram-se e namoraram-se ainda antes do Humberto ir para tropa e,  depois, para a Guiné.  Conheci-a, já noiva do Humberto depois do nosso regresso da Guiné, em Março de 1971... Passámos um memorável fim de semana, na Lourinhã, uns tempos depois, com o casal Tony Levezinho e a Isabel (que tinham casado a meio das férias, em 1970).  Eu, o Tony e o Humberto eram bons amigos e camaradas na CCAÇ 12 (Contuboel e Bambadinca, 1969/71). Connheci-os, ao Humberto e ao Tony,  em Santa Margarida...

Mas foi sobretudo com o blogue que eu e a Alice nos aproximámos mais do Humberto e da Teresa...  Éramos vizinhos de Alfragide, desde meados dos anos 80. Por outro lado, as nossas filhas mais velhas ainda andaram na escola juntas. De tempos a tempos encontrávamos-nos no mercado ou no café, aos sábados, aproveitando para darmos, eu, a Alice, o Humberto e a Teresa, dois dedos de conversa... A última vez, pouco tempo antes dela morrer, o Humberto estava radiante por levar a Teresa a comer o seu peixinho grelhado na Ericeira. Ela adorava sair de casa e passear até ao mar...  Estávamos longe de imaginar que nesse sábado íamos despedirmo-nos da Teresa, para sempre...


A Teresa foi sempre uma presença afável, simpática, discreta,  nos encontros da nossa Tabanca Grande, desde o primeiro, na Ameira, Montemor-O-Novo, em 2006. Falhou o V, em Monte Real, em 2010. Estava inscrita para o VI, este ano. A morte, cruel, antecipou-se ...

Também fazia questão de estar presente nos encontros da malta de Bambadinca (o primeiro em 1994, em Fão, Esposende)... Julgo que ela e o Humberto não falharam os 14 primeiros encontros anuais da CCS/BCAÇ 2852 e da CCAÇ 12, falharam o 15º, em Castro Daire, em 2009... Tudo isto, apesar dos problemas de saúde  da Teresa que de há muito se haviam tornado crónicos.  Estava reformada,  há bastante tempo, da Rádio Televisão Portuguesa (RTP). 


A Teresa entrou, com toda a justiça, para a nossa Tabanca Grande, qual Inês, depois de morta... Será também um dos nossos irãs bons, tutelando, vigiando e abençoando o sagrado, secular, fraterno,  frondoso, mágico poilão da  Tabanca Grande onde nos abrigamos... Vai-nos custar a habituarmo-nos à sua ausência física, à falta da sua alegria e bondade. 


Esperamos com este pequeno gesto ajudar o querido amigo e camarada Humberto bem como as suas filhas e os seus familiares e amigos a suavizar a dor desta perda brutal. Até sempre,  querida amiga Teresa. Vela por todos nós, onde quer que estejas.


Fotos : © Humberto Reis (2011). Todos os direitos reservados.

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Nota do editor:

Último poste da série > 31 de Maio de 2011 > Guiné 63/74 - P8351: Tabanca Grande (290): Aura Emília Rico Teles, ex-Tenente Enfermeira Pára-quedista (1963/1984)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Guiné 63/74 - P8290: In Memoriam (79): Teresa Reis (1947-2011). Agradecimento do nosso camarada e amigo Humberto Reis

 1.  Amigos e camaradas: O Humberto, que acaba de sofrer uma perda irreparável, a da sua Teresa que fomos acompanhar até à sua última morada, no passado dia 16, pede-me que transmita a toda a Tabanca Grande e aos demais leitores do nosso blogue o seu sentimento de gratidão pelo carinho e solidariedade de que foi alvo neste momento doloroso. 


Aqui fica, a seguir, a mensagem, com data de hoje,  que ele me fez chegar. LG


Meu amigo Luís

Como a minha habilidade não é muita, agradecia-te que colocasses no nosso blogue duas palavras:

 Na dificuldade de o fazer individualmente, em nome da saudosa Teresa, das minhas filhas e de mim próprio, venho agradecer às Amigas e Amigos, que foram tantas e tantos, as palavras que nos dirigiram e o carinho que nos dedicaram e continuam a dedicar. Para todas e todos Bem Hajam. Tudo vou fazer para continuar a merecer a atenção que me tem sido dedicada.

Um grande abraço

Humberto Reis
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Nota do editor:


Último poste da série > 15 de Maio de 2011> Guiné 63/74 - P8279: In Memoriam (78): Teresa Reis (1947-2011), companheira de uma vida do nosso querido Humberto Reis: vamos dizer-lhe adeus, 2ª feira, 16, às 13h30 (na casa mortuária da Igreja Paroquial da Buraca) e às 14h30 no cemitério municipal da Amadora

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Guiné 63/74 - P8283: (In)citações (30): Humberto, é hora de sofreres, uma vez mais, mas é hora também de olhares em frente e pensares que a tua Teresa há-de gostar, no além, se existe, que não esmoreças (Paulo Salgado)

1. Mensagem Paulo Salgado, nosso camarada e amigo, a trabalhar e a viver neste momento em Angola, com a sua São, e também ele um homem Op Esp, tal como o Humberto, tendo sido Alf Mil na  CCAV 2721,Olossato e Nhacra, 1970/72) [, foto à direita,]... Fez questão de me pedir expressamente que eu a fizesse chegar ao Humberto, do dia do funeral da Teresa (*):


Enviada: segunda-feira, 16 de Maio de 2011 07:46
Assunto: Vida-morte

Estimados Camaradas deste Blogue

Quantas mulheres choraram, quantas, na espera silenciosa do regresso dos seus queridos, oraram pelo regresso dos seus "heróis"…Não conheci – pena a minha! – esta Mulher, a Teresa. Mas sei imaginar o quanto representará para o Humberto! Muitos de nós sabem reconhecer o quanto representaram essas queridas mulheres, para os que já haviam casado, para os que namoravam, mesmo para aqueles que apenas tinham uma "madrinha de guerra" ou uma simples correspondente – elas ajudaram, tanto, a sonhar com o regresso. Eu sei o que isso representa.

Para ti, Humberto, um abraço de camaradagem e de carinho. É hora de sofreres, uma vez mais, mas é hora também de olhares em frente e pensares que a tua Teresa há-de gostar, no além, se existe, que não esmoreças.

Paulo Salgado
 (**)





Lisboa > Casa do Alentejo > 26 de Maio de 2007 > Encontro do pessoal de Bambadinca 1968/71 > O madeirense José Luís Vieira de Sousa, ex-Fur Mil At Inf, CCAÇ 12, com a esposa e com a saudosa Teresa, esposa do Humberto Reis (dessa vez ausente na Suécia, em viagem de negócios; de facto, o Humberto Reis falhou nesse ano, pela primeira vez, o encontro do pessoal de Bambadinca 1968/71, que já se vinha realizando desde 1994; mas todos/as os/as participantes logo concordaram que ele esteve impecavelmente bem representado pela esposa, Teresa,  que, além de grande senhora, era uma santa (todos/as concordando que, em Portugal ou na diáspora, não era/não é fácil ser companheira... de um camarada da Guiné). 


Foto (e legenda): © Luís Graça (2007). Todos os direitos reservados.


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Notas de L.G.:

(*) Vd. poste de 


15 de Maio de 2011 > Guiné 63/74 - P8279: In Memoriam (78): Teresa Reis (1947-2011), companheira de uma vida do nosso querido Humberto Reis: vamos dizer-lhe adeus, 2ª feira, 16, às 13h30 (na casa mortuária da Igreja Paroquial da Buraca) e às 14h30 no cemitério municipal da Amadora

domingo, 15 de maio de 2011

Guiné 63/74 - P8279: In Memoriam (78): Teresa Reis (1947-2011), companheira de uma vida do nosso querido Humberto Reis: vamos dizer-lhe adeus, 2ª feira, 16, às 13h30 (na casa mortuária da Igreja Paroquial da Buraca) e às 14h30 no cemitério municipal da Amadora



Leiria > Monte Real >26 de Junho de 2010 > V Encontro Nacional da Tabanca Grande > O casal Humberto e Teresa Reis... Mesmo com os seus problemas de saúde, a Teresa fazia questão de comparecer aos nossos convívios e encontros... O primeiro foi na Ameira, em 14 de Outubro de 2006...



Cascais, Alcabideche, Cabreiro > 28 de Abril de 2011 > Almoço-convívio da Tabanca da Linha.  À mesa, duas queridas companheiras, a Gina, mulher do António Marques, e  a saudosa Teresa, esposa do Humberto Reis... Recorde-se que ambos, o António e o Humberto,  foram furriéis da CCAÇ 12 (Contuboel e Bambadinca, 1969/71).



Almoço-convívio da Tabanca da Linha > 10 de Dezembro de 2010> A Teresa, à mesa com a Gina e a Giselda... Foto enviada pelo Miguel Pessoa. 


Fotos: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné


1. A notícia chegou-nos, brutal, por mensagem de telemóvel do Jorge Cabral, sábado à noite: a Teresa do Humberto acabara de falecer, umas horas antes, a meio da tarde... Assim, de repente, enquanto o Humberto, eterno romântico, o mais discreto dos românticos que eu conheci, tinha ido à rua comprar um ramo de flores, disse-me hoje de manhã o Tony Levezinho...

A morte, deusa cruel, decidira pôr fim à vida da nossa companheira Teresa... Companheira de uma vida do Humberto Reis, um dos camaradas da primeira hora da nossa aventura bloguística... 

Ainda há dias o casal tinha comparecido, em 28 de Abril, ao último almoço-convívio da Tabanca da Linha. Estava, além disso, inscrito para o nosso VI Encontro Nacional, a realizar em Monte Real, a 4 de Junho. A Teresa adorava conviver, tinha bom gosto, viajava com frequência, e sempre contou, a seu lado, com um companheiro que lhe foi de um dedicação espantosa. 

A sua morte deixa destroçada toda uma família, incluindo as duas filhas do Humberto (a Carla, de 34 anos, mãe de um meninto de 7 anos que era/é o "ai Jesus" dos avós; mais outra filha adoptiva, a Célia, de 22 anos), os pais da Teresa que ainda são vivos, bem como os pais do Humberto... E, claro, os amigos do casal, da Amadora, da RTP (onde a Teresa durante muitos anos trabalhou), e ainda a malta da CCAÇ 12, de Bambadinca 1968/71 e do nosso blogue, com destaque para a Isabel e o Tony Levezinho, amigos do peito que estiveram presentes neste momento trágico.  

Em meu nome, e da Alice Carneiro, vizinhos e amigos de Alfragide, em nome da Isabel e do Tony, em nome dos demais amigos/as, camaradas e camarigos/as da nossa Tabanca Grande, saudamos o nosso Humberto e damos-lhe a maior força neste momento em que as forças, físicas e anímicas, fraquejam, e a gente interroga-se sobre o sentido da vida... Vamos, os viventes, ficar cá, por enquanto,  e mostrar que somos dignos do exemplo da Teresa e da sua luta de anos a fio contra a doença e o sofrimento. E que somos dignos do exemplo do Humberto, cuja coragem, tenacidade, amor e nobreza muito nos honra a todos.

Maria Teresa Macedo Coelho dos Reis nasceu no Porto, 11 de Julho de 1947. Faleceu em Alfragide, em 14 de Maio corrente, portanto à beira de completar os 64 anos. Segundo o Humberto, conheceram-se no Bairro da Encarnação, onde as famílias viviam. A Teresa era jogadora de basquetebol. Casou com o Humberto em Maio de 1972.

Pessoalmente, conhecia-a na Lourinhã, num memorável convívio com o Humbero, a Isabel e o Tony, mais um casal de amigos da Amadora, em 1971 ou 1972, após o nosso regresso da Guiné. Era então uma mulher esplendorosa, jovial, e brincalhona...  Éramos todos jovens e tínhamos a vida à nossa frente. Hoje tenho pena de não ter privado ainda mais com ela e com o meu camarada de armas Humberto. Mas quero que a sua memória, as nossas melhores memórias conjuntas, fiquem registadas no nosso blogue. A partir de hoje, e onde quer que ela esteja, a Teresa vai estar connosco, na nossa Tabanca Grande, sentada ao nosso lado sob o mágico, fondroso e fraterno poilão da nossa Tabanca Grande.  A tua simpatia, Teresa, vai ajudar-nos  a ser ainda melhores camaradas e amigos. E ao Humberto, vamos dizer-lhe que contamos com ele, e que ele continuará a contar connosco, hoje como ontem. Luís Graça,

PS1 - Esta noite, no velória, o Humberto pôde conhecer a solidarieddae da gente do nosso blogue e dos seus amigos mais chegados: registei a presença, de entre outros,  do Tony e da Isabel, do António Marques e da Gine, do Zé Manuel Dinis, do Miguel e da Giselda Pessoa, do José Carlos Rodrigues Lopes (ex-Fur Mil Man, CCS do BCAÇ 2852, Bambadinca, 1968/70), do Silvino Carvalhal (ex-Fur Mil SAM, também da CCS/BCAÇ 2852) e esposa do além de mkim próprio, do João Graça e da Alice Carneiro.

PS2- O corpo da Teresa está na casa nortuária da Igreja Paroquial da Buraca, Amadora (junto ao mercado local). O serviço religioso está marcado para as 13h30. O funeral parte às 14h para o cemitério da Amadora (por detrás do Hipermercado Continente) às 14h. A última despedida é às 14h30.

Contacto da Agência Funerária: 21 490 6705 / Telemóvel: 914 598 811
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Nota do editor:

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